Star Wars Tecnologia de coisa nenhuma...: Julho 2010

sábado, 10 de julho de 2010

As conclusões, Duvidas e Sugestões do que rolou na copa (além da jabulani)

Agradecendo o espaço cedido pelo Braza, aproveito pra me apresentar. Me chamo Antonio Lucas Bergh Pereira, prazer. O porquê do nome todo? É que tem gente que me chama de Antonio, de Lucas, de Bergh... tá, ninguém me chama de Pereira, mas já me acostumei com a ideia de não ter nas mãos a escolha de qual dos meus nomes as pessoas usam pra se dirigir a mim, então prefiro deixá-los à vontade.
Sou brasileiro, paraense, católico, estudante de Direito, (ex) jogador de basquete, boêmio nas horas vagas (se é que isso faz sentido) e barão, sendo essa última qualidade uma piada interna que não deu pra segurar, e que a preguiça me impede de explicar.
Feitas as apresentações, devo dizer que não sabia muito bem o que fazer aqui, afinal, um blog intitulado “Tecnologia de Coisa Nenhuma” definitivamente não é pra mim. Não é que seu seja um analfabeto no assunto, é que, sendo esse blog comandado pelo Braza, não me resta muito que falar. Mas, felizmente, pelo que eu pude perceber dos posts mais recentes, e pelo que o próprio dono do blog já me informou, isso aqui é pra falar sobre qualquer coisa.
É por isso que eu resolvi falar de Copa do Mundo.

– protege os ouvidos das vaias –

Mais um “cara de humanas” que vem pra lembrar as pessoas das mazelas sociais que são temporariamente esquecidas a cada quatro anos? Nãããão... Além de ser clichê demais prum blog, não foi à toa que, antes de estudante de Direito, me apresentei como brasileiro.
Pois é, essa copa deu muito assunto por aí. Começando, aliás, pela tecnologia. Se de um lado a rapidez da Jabulani gerou reclamações dos jogadores, do outro foi a lentidão e as outras tecnologias aplicadas nos replays que entregaram muita gente, dentre jogadores e, principalmente, árbitros...
E as polêmicas não param por aí. Uma delas, a maior de todas, que não deixa de aparecer na cabeça de todo o brasileiro sempre que “polêmica” e “Copa do Mundo de 2010” aparecem na mesma frase, se traduz em um nome próprio, pouco comum por sinal. Dunga.
A escalação, exaustivamente apedrejada até por quem minimamente sabe o que é futebol, incluía nomes de potenciais vilões, como Felipe Melo, de jogadores que, na opinião da maioria, não deveriam estar ali, como Grafite e Kléberson, e excluía nomes de potenciais heróis, uns já consagrados, como Ronaldinho Gaúcho, outros recentemente revelados, como Neymar e Paulo Henrique Ganso, que é paraense.
Autor ainda de outras decisões controvertidas, como manter um Kaká “pendurado” num jogo ganho contra a Costa do Marfim, e recusar apoio psicológico profissional ao grupo, fato que só subiu à tona – ou que pelo menos só chegou ao meu conhecimento – depois do jogo contra a Holanda, em que os nossos jogadores perderam completamente o foco após o empate adversário, culminando com a expulsão do Felipe Melo e a nossa desclassificação, Dunga não teve um trabalho fácil. E não poderia ser diferente, já que, no país do futebol, de médico, louco e técnico da seleção, todo mundo tem um pouco.
O que era pra ser o clímax de todo um trabalho comandado pelo capitão do nosso time de 1994, que esteve à frente da seleção brasileira como técnico desde o segundo semestre de 2006, acabou se tornando um grande fiasco. Tudo em nome da coerência!
Mas nem todas as polêmicas dessa copa foram ruins. Na verdade, a gente tem motivo de sobra pra dar risada. Basta lembrar do Maradona, que, como todos os brasileiros, já devia saber que jamais ia precisar correr pelado publicamente quando prometeu fazê-lo caso fosse campeão.
Olha, confesso que esse parágrafo aí em cima em particular, apesar de curto, me deu gosto de escrever. Engraçado, sendo os únicos que fazemos questão de chamar de “irmãos”, na língua deles, inclusive, os nossos hermanos nos deram, sem dúvida, a maior alegria dessa copa, ou 4 x 0 é melhor que 2 x 1?
E ainda tem muito mais. Tem a maravilhosa paraguaia Larissa Riquelme, as vuvuzelas, a “bafana bafana”, o “cala boca galvão”, as palavras antirracismo pronunciadas pelos capitães das seleções antes das partidas, a volta pra casa antecipada de franceses e italianos e o domínio da América do Sul na fase classificatória, a eliminação do Uruguai, o último dos sulamoicanos, digo... sulamericanos, e o domínio da Europa no “mata-mata”, a espera pela final que promete engordar, com holandeses ou espanhóis, a lista dos países que já conquistaram uma Copa do Mundo... a lista segue.
Logo após a derrota brasileira diante dos holandeses, vi na TV uma sequência de pessoas comuns serem abordadas nas ruas e perguntadas sobre o sentimento de “já era” que ficou depois da derradeira partida da seleção na copa da África do Sul. A resposta que mais me impressionou foi a de um moleque, aqui não no sentido pejorativo, que disse, não lembro se com essas palavras, que “não dá pra ganhar sempre”, com a maior cara de despreocupado.
Talvez, por ser criança, esse garoto não tenha a capacidade de entender o peso de uma decepção desse tamanho, com esforços gigantescos não recompensados, e expectativas sem número frustradas. Talvez... mas o fato é que 2014 vem aí, e, se esse papo de 21/12/2012 não melar tudo, essa copa eu vou assistir ao vivo, e vou cobrar esse hexa de novo!

Por: Lucas Bergh

terça-feira, 6 de julho de 2010

O pior do amor...

O pior do amor não é a solidão, o vazio, a sensação de faltar um pedaço, a expectativa constante de encontrar alguém diferente. Porque na solidão, está o desejo de um outro.
O pior do amor não é o susto do encontro, a ansiedade de saber se está apaixonado, o medo de dar tudo errado, a indecisão sobre o mais certo e o mais errado a se fazer, não é aquela insegurança e atrapalhação dos primeiros momentos. Porque todos os inícios são deliciosos pelo prazer de ter coragem pra começar.
O pior do amor não é a idealização do outro, a desconcentração, a perda de si mesmo e o olhar estranho para o restante do mundo. Não é essa sensação de que finalmente encontramos o que estávamos procurando, e o terror de perder tudo isso de uma hora pra outra. Porque nos primeiros sonhos, estão o brilho da paixão e a alegria.
O pior do amor não é a realidade, o dia-a-dia, o tédio, a rotina, a percepção de quem é realmente aquele que você ama, não é ver todos os defeitos, não é se decepcionar e magoar com o que o outro pode fazer, não é o abrir de olhos para aquilo que tu nunca viu. Porque na realidade estão a maturidade e os principais ganhos.
O pior do amor não é o montante de bobagens que fazemos, nossas escolhas erradas, não é quando fazemos o pior tentando o melhor, não são os erros, não é olhar para o outro e ver como somos capazes de magoá-lo, não é baixar a guarda e ser ferido. Porque em todas as tentativas, está a vontade de acertar, está o cuidado em ser o melhor que podemos.
O pior do amor não é a carga negativa dos sentimentos ruins, não é o ciúme, a inveja, a mágoa, não é o egoísmo, não é enxergar nossas próprias fraquezas, não é o abandono, nem a infantilidade. Porque é o lado escuro que dá sentido ao claro.
O pior do amor não é quando tudo começa a escorrer entre os dedos,quando temos a sensação horrível de que vai acabar a qualquer momento, quando tentamos, em vão, fazer o tempo voltar pra salvar o que já está perdido, não são as tentativas desesperadas de evitar o fim. Porque mesmo na dor, ainda há aprendizado e luta.
O pior do amor não é nem mesmo ser rejeitado, não ser escolhido, porque no sonho houve esperança.
O pior do amor não é nem mesmo o fim, a saudade, a tristeza de deixar ou ser deixado, porque mesmo isso tudo deixa algo para guardar e fazer história.
O pior do amor é a espera… É a indiferença. Especialmente quando a espera é por quem não vem.

Vivi, 28/03/10